O que é Aeróbico em Jejum (AEJ), ajuda a emagrecer, como fazer

Saiba neste artigo se AEJ é a melhor forma de queimar gordura.

É normal surgir diversas dúvidas quando o assunto é emagrecimento, e principalmente qual a melhor forma de queimar as indesejáveis gordurinhas. Sendo assim, ouvimos muito dentro das academias que realizar aeróbicos é a solução. Mas, qual aeróbico é o melhor a ser executado? Seria o AEJ? A resposta para isso será: depende. Nossa fisiologia e processos bioquímicos são complexos, e podem variar muito de organismo para organismo.

 

O que é Aeróbico em Jejum?

Entrar no estado de jejum não significa comer e depois de 1h sentir fome, isso é apenas seu estômago vazio. Para que ocorra o jejum, pode levar até 8h sem se alimentar ou seja, uma boa noite de sono é suficiente para que isso ocorra. Dentro desse estado, o indivíduo acorda, evita o café da manhã e logo começa alguma atividade aeróbica. Se exercitar em jejum tem como intuito aumentar a mobilização de gordura para energia, mas isso não ocorre somente com a gordura e sim com nossos estoques de aminoácidos.

Veja também a diferença entre aeróbico e anaeróbico. 

Para que serve Aeróbico em Jejum?

O principal objetivo é simples, queimar gordura! Em um estudo publicado pelo ‘’jornal britânico de nutrição’’ mostrou que os indivíduos que fizeram aeróbico em jejum, queimaram até 20% a mais de gordura quando comparado a atividade aeróbica depois da refeição. Quando dormimos, nosso corpo economiza nos estoques de carboidratos e em resultado mobiliza maior quantidade de gordura para energia. Porém. não é somente gordura que é mobilizada, mas também os estoques de aminoácidos que são convertidos em glicose. Se você está buscando além da queima de gordura, o aumento da massa muscular, AEJ não é algo recomendado.

 

Benefícios do Aeróbico em Jejum

Lembre-se de que o aeróbico em jejum(AEJ) não é algo recomendado a todos os indivíduos. Se você está com seu percentual de gordura muito elevado, muitas vezes o AEJ não será o ideal para você, porém se você já possui pouca quantidade de gordura, pode ser um tanto interessante experimentar a atividade, de forma que a mesma se torne um choque á aquelas áreas com resistência ‘’culotes’’ e possam ser utilizados para gerar energia, ou no caso se você quer variar um pouco sua rotina de aeróbicos, a estratégia se torna interessante.

 

AEJ ajuda na hipertrofia?

O foco do AEJ não é para ganho de massa muscular, afinal como vimos, o jejum contribui para maior utilização de aminoácidos e gordura, para que no final se converta em energia. Por isso, se você busca hipertrofia, deve se atentar muito bem a alimentação, com quantidades adequadas de proteína. Geralmente giram em torno de 1,0-2g por kg de peso, a adaptação dependerá muito. No entanto, se estiver fazendo AEJ, lembre-se de fazer uma alimentação rica em proteína, para que consiga abastecer seus estoques de aminoácidos. Se você for vegetariano/vegano experimente aumentar a quantidade de sua ingestão proteica, pois a proteína vegetal contém menor quantidade de aminoácidos, quando comparada a proteína animal, por isso basta aumentar a dose.

 

Ajuda no emagrecimento?

Sim, estudos comprovam a eficácia do aeróbico em jejum. Mas não é aconselhado a todos os públicos, pois irá depender de como seu organismo reagirá ao estímulo, às vezes outra forma de aeróbico pode ser tão efetiva quanto AEJ. Se seu nível de gordura corporal estiver muito elevado, o AEJ não será tão recomendado. Fugindo um pouco do tema, você já ouviu falar do HIIT ou treino intervalado de alta intensidade? Segundo estudos, HIIT queima muito mais calorias e gordura depois de um treinamento, do que quando comparado a um aeróbico de baixa intensidade, além de deixar seu metabolismo acelerado por muito mais tempo no dia. Há muitas pessoas que fazem atividades aeróbicas todos os dias, há também aquelas que alternam os dias, veja com seu professor qual o mais indicado.

Todas as intensidades de exercício, no entanto, promovem oxidação lipídica durante o pós-treinamento. Efeitos do exercício em 24h são os mais importantes no entendimento de que atividade física tem um papel na prevenção do acúmulo de gorduras e obesidade.

 

Suplementação no AEJ

Sabemos que a maior dúvida é se suplementação previamente o AEJ corta o jejum, e a resposta depende. Veja, se você pensa em utilizar o BCAA, utilize-o posteriormente ao AEJ, pois BCAA quebra o jejum. Isso se dá pelo fato de que aminoácidos contribuem para liberação de insulina, sendo assim, suplementos aminoácidos ou proteínas devem ser evitados, e é claro os demais que contenham carboidratos.

Cafeína em Jejum

O que você pode optar é a cafeína, que não irá quebrar o jejum. Lembre que estará em jejum e se você tiver sensibilidade em seu estômago, é melhor apenas tomar água. Caso esteja fazendo jejum intermitente a ideia da suplementação terá a mesma resposta sobre a quebra do jejum.

 

AEJ faz mal a saúde?

Não há informações precisas sobre, mas se você tem problemas glicêmicos ou possui alguma doença que contribua para hipoglicemia, deverá antes consultar um profissional da área de saúde.

Qual o treino ideal de aeróbico em jejum?

Não é recomendado exercícios em jejum de alta intensidade, com isso o AEJ deve ser de baixa intensidade, pois deve-se levar em conta suas reservas de glicose.

Conclusão

Para manter um bom emagrecimento, em primeiro lugar cuide sempre de sua alimentação e atividade física, se você ainda tem dúvidas sobre alimentação ou treino, consulte sempre um profissional da área. AEJ pode ser de fato uma boa chave no emagrecimento, mas como vimos, cada organismo trabalha de uma forma, e por isso é interessante sempre ir variando em seus estímulos.

Redator:

Yuri Seluque 

Estudante de Nutrição

 

Referências:

“Alexandra Ferreira Vieira (a1), Rochelle Rocha Costa (a2) (a1), Rodrigo Cauduro Oliveira Macedo (a2) (a3), Leandro Coconcelli(a2) (a1) Effects of aerobic exercise performed in fasted v. fed state on fat and carbohydrate metabolism in adults: a systematic review and meta-analysis”

Hansen K1, Shriver T, Schoeller D. The effects of exercise on the storage and oxidation of dietary fat. Sports Med 35: 363-373, 2005.”

Deixe um comentário

Por favor, seja educado. Nós gostamos disso. Seu e-mail não será publicado e os campos obrigatórios estão marcados com "*"