Adoçantes artificiais que fazem mal à saúde? Descubra!

Com o crescimento dos problemas em relação ao peso que acometem crianças e adultos, somado à compulsão por comida, os adoçantes artificiais acabaram se tornando um verdadeiro sucesso, inundando as prateleiras dos mercados e os armários de pessoas pelo mundo todo.

Hoje em dia, encontramos uma enorme variedade de produtos com versões light, diet ou de baixas calorias, como é o caso do refrigerante, dos biscoitos — ­­doces e salgados —, do requeijão e até das gomas de mascar!

No entanto, esses produtos com versões menos calóricas são muito criticados quanto a cumprirem o que prometem: evitar os quilinhos indesejados. Há várias discussões sobre esses adoçantes artificiais serem, inclusive, prejudiciais à saúde.

Ficou com dúvida e quer saber mais sobre isso? Então continue a sua leitura e descubra se os adoçantes artificiais fazem ou não mal à saúde!

Afinal, adoçantes artificiais fazem ou não mal à saúde?

Recentemente, um estudo publicado no jornal Trends in Endocrinology and Metabolism revelou que grande parte dos adoçantes artificiais pode aumentar consideravelmente o desejo pelo açúcar quando age sobre os hormônios, contribuindo para o risco de obesidade e outras complicações, como diabetes e problemas cardíacos.

Por isso, a maioria dos adoçantes artificiais pode não apenas deixar de cumprir com o prometido — que é evitar o ganho de peso —, mas também aumentar o peso e as gordurinhas indesejadas.

No entanto, os especialistas afirmam não haver nenhum resultado concreto que comprove que os adoçantes artificiais façam mal à saúde.

Adoçantes artificiais que não fazem mal à saúde

A Food and Drug Administration (FDA), órgão responsável por regulamentar drogas e alimentos nos Estados Unidos, aprova a comercialização de cinco adoçantes artificiais: o aspartame, o neotame, a sacarina, a sucralose e o acesulfame de potássio.

Todos esses adoçantes foram submetidos a testes e estudos rigorosos para a comprovação de que são seguros para o consumo pelo público — inclusive por gestantes e pessoas portadoras de diabetes. Conheça melhor cada um deles:

Acesulfame de potássio

O acesulfame de potássio é um adoçante não nutritivo produzido a partir de um ácido que vem da família do ácido acético. Apesar de a substância ter sido descoberta em 1967, o acesulfame é um adoçante ainda pouco conhecido, mas está presente em uma grande variedade de produtos.

Existem algumas preocupações em torno dos ingredientes que compõem esse adoçante artificial, mas nenhum estudo chegou a comprovar que o acesulfame de potássio possa realmente ser prejudicial para a saúde de quem o consome.

Entretanto, recomenda-se consumir apenas 15mg por quilo ao dia. Por exemplo, para uma pessoa que pese 65 quilos, recomenda-se não consumir mais do que 975mg — o equivalente a 75 colheres de chá — desse adoçante em um único dia.

Por isso, é importante sempre conferir o rótulo dos produtos e identificar qual quantidade de acesulfame de potássio por porção eles contêm.

Aspartame

O aspartame é uma substância artificialmente adoçante, descoberta no ano de 1965. É uma combinação química resultante de dois aminoácidos: o ácido aspártico e a fenilalanina.

A substância foi descoberta durante uma pesquisa para o tratamento de úlcera. Ao aquecer um composto, Schatter notou que a substância que espirrava para fora do frasco tinha sabor adocicado.

Consumido dentro da quantidade máxima diária, o aspartame não apresenta nenhum risco para a saúde. No entanto, se utilizado em excesso (assim como inúmeras outras substâncias), pode fazer mal à saúde.

Existem estudos que comprovam que o consumo excessivo de aspartame pode estar relacionado a diversos problemas de saúde, de ordem neurológica e psicológica, como enxaqueca, depressão e o mal de Alzheimer.

Recomenda-se consumir, no máximo, 50mg por quilo da substância ao dia. A mesma pessoa de 65 quilos citada anteriormente poderia, nesse caso, consumir 3,25 gramas de aspartame diariamente, o que equivale a 250 colheres de chá.

Sucralose

A sucralose foi descoberta no ano de 1976, sendo uma molécula modificada da sacarose. A substância chega a ser 600 vezes mais doce do que o açúcar, mas mesmo assim não possui valor calórico.

Pode ser encontrada em diversos produtos, principalmente naqueles que levam o nome “diet” no rótulo. Recomenda-se consumir somente até 15mg por quilo da substância ao dia, como no caso do acesulfame de potássio.

Sacarina

A sacarina, um adoçante artificial bem popular, foi descoberta no ano de 1879 e primeiramente conhecida pelo nome de “xarope de amido”.

A substância é cerca de 300 vezes mais doce do que o açúcar. Mas devido ao fato de possuir um sabor metálico, ela é, na maioria das vezes, misturada a outros compostos para disfarçar seu sabor.

Durante quase 20 anos, a sacarina foi mantida em uma lista de substâncias cancerígenas do programa de toxicologia dos Estados Unidos. No entanto, no ano 2000 a sacarina foi retirada da lista devido à falta de provas.

Por ser um dos adoçantes mais em conta disponível no mercado, a substância é uma das mais consumidas.

No entanto, o limite de consumo pode chegar a 5mg por quilo ao dia, o equivalente a 25 colheres de chá de sacarina.

Neotame

O neotame é o adoçante artificial mais potente que existe atualmente — ele chega a ser até 8 mil vezes mais doce do que o açúcar.

De todos os adoçantes que temos disponíveis no mercado, este é o mais novo e foi produzido pela Companhia Monsanto, uma empresa multinacional de agricultura e biotecnologia que tem sede nos Estados Unidos.

A estrutura química do neotame é muito parecida com a do aspartame, daí o nome da substância: “neo”, de novo, e “tame”, de aspartame. No caso, o produto seria um novo aspartame, muito mais potente.

Estévia

A estévia é uma planta, nativa do Brasil e do Paraguai, que há séculos vem sendo utilizada para fins medicinais. Assim como os outros adoçantes artificiais, a estévia não possui calorias e chega a ser 300 vezes mais doce do que o açúcar.

Porém, por deixar na boca um leve sabor de anis que os consumidores não gostam, muitos fabricantes a misturam com outros adoçantes artificiais.

Depois de muitos estudos e análises, foi concluído pela EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos) que o consumo de estévia é totalmente seguro e que a substância não é tóxica.

De qualquer forma, a melhor alternativa para quem vai substituir o açúcar do cafezinho pelo adoçante artificial é o consumo consciente.

E você, tem utilizado açúcar ou adoçantes artificiais? Compartilhe este conteúdo com seus amigos nas suas redes sociais (estamos no Facebook, no Twitter, no YouTube e no Instagram)!